Resumo analítico
Medidas extraordinárias de política econômica distenderam as condições financeiras e deram sustentação à economia, ajudando a conter os riscos para a estabilidade financeira. Contudo, as medidas adotadas durante a pandemia podem ter consequências inesperadas, como avaliações excessivas e aumento das vulnerabilidades financeiras. Espera-se que a recuperação seja assíncrona e divergente entre as economias avançadas e de mercados emergentes. Dadas as grandes necessidades de financiamento externo, os mercados emergentes enfrentam desafios colossais, particularmente se um aumento persistente nas taxas de juros dos EUA levar a uma reprecificação do risco e a condições financeiras mais restritivas. Em muitos países, o setor empresarial está saindo da pandemia superendividado, com diferenças acentuadas dependendo do porte e do setor de atuação da empresa. É provável que, durante a recuperação, preocupações sobre a qualidade de crédito dos tomadores mais duramente afetados e as perspectivas de rentabilidade afetem o apetite dos bancos pelo risco. É imperioso agir para evitar um legado de vulnerabilidades. As autoridades econômicas devem tomar medidas precoces e aumentar seletivamente a restritividade das ferramentas de política macroprudencial, porém sem provocar um aperto geral das condições financeiras. Devem também apoiar o saneamento dos balanços patrimoniais para fomentar uma recuperação sustentável e inclusiva.



