A queda drástica dos preços do petróleo iniciada em meados de 2014 reduziu substancialmente as receitas fiscais e as exportações, com a parada do crescimento e uma forte aceleração da inflação. Isso evidenciou a necessidade de abordar as vulnerabilidades com mais vigor e diversificar a economia para além do petróleo.
As autoridades tomaram medidas para mitigar o impacto do choque no preço do petróleo, como uma melhoria considerável do saldo orçamental primário não petrolífero na ordem de 17,5% do PIB em 2015-16, sobretudo graças a cortes de gastos que incluíram a eliminação de subsídios, e a desvalorização do kwanza em relação ao dólar dos EUA em mais de 40% entre Setembro de 2014 e Abril de 2016. Contudo, em Abril de 2016, a taxa de câmbio foi fixada ao dólar dos EUA mais uma vez.
Contexto
Por muitos anos, Angola viu-se presa em um conflito civil que destruiu o seu capital físico e humano e solapou a capacidade do Estado de funcionar normalmente. Desde o fim do conflito, em 2002, o país tem trabalhado para melhorar sua governação, e a eleição de um novo presidente em 2017 ajudou Angola a recuperar a confiança em suas perspetivas como um todo. Na posição de segundo maior exportador de petróleo de África, Angola foi duramente atingida pelo recuo dos preços do petróleo que começou em meados de 2014, cujos efeitos negativos ainda são sentidos. Com mais atenção às reformas necessárias, a economia poderá registar um crescimento modesto em 2018.
As políticas no período que antecedeu as eleições de Agosto de 2017 — expansão orçamental e taxa de câmbio fixa — levaram a uma erosão ainda maior dos amortecedores orçamentais e externos. O défice orçamental global piorou, chegando a 6% do PIB, e a dívida pública inclundo a dívida da petrolífera estatal Sonangol, alcançou 64% do PIB em 2017. As reservas internacionais brutas caíram para $ 17¾ mil milhões — o equivalente a seis meses de importações — enquanto o diferencial entre a taxa de câmbio paralela e a oficial subiu para 150% em 2017.